Luiz Fernandes de Oliveira
Colaborador
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7006752768658988
Graduado em Sociologia na Università degli studi di Roma Tre (1998), especialização em História da África e dos Negros no Brasil pela UCAM (2004), mestre em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2002), doutor em Educação Brasileira pela PUC – Rio (2010) e Pós-Doutorado em Ciências Sociais pela UFES (2021). Professor Associado III do Departamento de Educação do Campo, Movimentos Sociais e Diversidade, do Curso de Licenciatura em Educação do Campo do Instituto de Educação da UFRRJ. Desenvolve pesquisas na área de Relações Raciais e Pedagogia Decolonial. Atua principalmente nos seguintes temas: Relações Raciais e Educação, Didática antirracista e Pedagogia decolonial.
LINHA DE PESQUISA
- Linha 3:Educação Étnico-racial e de Gênero: Linguagens e Estudos Afro-diaspóricos
GRUPO DE PESQUISA
- Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Movimentos Sociais e Culturas
PROJETOS DE PESQUISA
- A produção acadêmica sobre Modernidade/Colonialidade na Educação Brasileira
Coordenador: Luiz Fernandes de Oliveira
Descrição: Há um pouco mais de 10 anos, que um grupo de intelectuais latino-americanos, de diversas áreas de conhecimento, vem sendo lido e estudado no Brasil e dialogando com diversas pesquisas, principalmente na área de educação. São os denominados intelectuais decoloniais.O termo decolonial deriva de uma perspectiva teórica que estes autores expressam, fazendo referência às possibilidades de um pensamento crítico a partir dos subalternizados pela modernidade capitalista e, na esteira dessa perspectiva, a tentativa de construção de um projeto teórico voltado para o repensamento crítico e transdisciplinar, caracterizando-se também como força política para se contrapor às tendências acadêmicas dominantes de perspectiva eurocêntrica de construção do conhecimento histórico e social. Esta rede é um conjunto de autores denominado por Arturo Escobar (2003) como grupo de pesquisadores da perspectiva teórica Modernidade/Colonialidade (MC). Uma das principais proposições epistemológicas do grupo MC é o questionamento da geopolítica do conhecimento, entendida como a estratégia modular da modernidade. Esta estratégia, de um lado, afirmou suas teorias, seus conhecimentos e seus paradigmas como verdades universais e, de outro, invisibilizou e silenciou os sujeitos que produzem outros conhecimentos e histórias. Para vários desses autores foi este o processo que constituiu a modernidade, cujas raízes se encontram na colonialidade. Implícita nesta ideia está o fato de que a colonialidade é constitutiva da modernidade, e esta não pode ser entendida sem levar em conta os nexos com a herança colonial e as diferenças étnicas que o poder moderno/colonial produziu.Este projeto de pesquisa objetiva mapear a produção acadêmica sobre a perspectiva teórica Modernidade/Colonialidade em dissertações de Mestrado, teses de doutorado, na plataforma Scielo, nas revistas de pós-graduações em educação e nos anais da ANPED. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com uso de procedimentos quantitativos, onde faremos um levantamento bibliográfico, organização, classificação e análises dos resultados com bases nas técnicas dos estudos do tipo Estado da Arte ou Estado do Conhecimento. Entretanto, a pesquisa do estado da arte não se trata de somente um levantamento bibliográfico, uma relação de textos para a consulta de pesquisadores ou sinopse de cada texto encontrado na base de dados, vai além disso.A partir dos conceitos como descritores, o escopo é a realização de uma análise sobre as abordagens que os textos fazem desses conceitos, enquanto um conjunto que compõe uma perspectiva teórica, com temas e áreas da educação. Esse levantamento analítico nos permite identificar como essa perspectiva teórica contribui tem contribuído para o pensamento educacional brasileiro, além de embasar futuras pesquisas..