O Jornalismo da Rural no encontro da Intercom Sudeste

Alunos de jornalismo da UFRRJ e a professora Ana Paula Goulart no Intercom Sudeste 2026

Estudantes e professores do curso de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) estiveram presentes no a 29ª edição do Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, realizado entre os dias 14 e 16 de maio de 2026 no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no campus de Volta Redonda, Rio de Janeiro. O evento reuniu pesquisadores, professores e estudantes da área de comunicação para debater pesquisas teóricas, mercado profissional e produções acadêmicas. Neste ano, alunos e ex-alunos do curso levaram um total de 12 trabalhos, de diversas áreas da comunicação, para as apresentações da etapa regional da EXPOCOM, exposição de pesquisa experimental de comunicação, uma mostra competitiva que premia trabalhos experimentais realizados em disciplinas, projetos de extensão e trabalhos de conclusão de curso de graduação.

As produções ruralinas finalistas desta edição foram os radiodocumentários “Entre a Glória e o Colapso” e “Memetização do CAPS: um manicômio digital”; a reportagem em áudio “A Cultura das Calçadas”; as produções audiovisuais “Sob o Sol e Debaixo d’Água”, “O Silêncio que Sustenta”, “O Mistério da Barra Franca de Saquarema”, “Funk: Quem Faz a Festa”, “Cicatrizes Invisíveis: Desafios da Saúde Mental Feminina” e “Musicart”; além da reportagem longform “O Sacrifício de Chaperó”.

A monografia “O Jornalismo de Marca e seu Crescimento: revisão bibliográfica e cases ilustrativos”, da ex-aluna Mylena Machado, foi finalista no Prêmio Intercom de Pesquisa em Comunicação. Já os estudantes Jonathan Monteiro e Lorena Lourenço apresentaram, no fórum ENSICOM, o trabalho “Experiência de Cobertura Jornalística de Evento Científico por Alunos do Curso de Jornalismo da UFRRJ”.

Além disso, estudantes apresentaram, em seis Grupos de Trabalho (GTs), diversas produções e pesquisas realizadas ao longo dos dois semestres anteriores do curso.

O congresso representa uma grande oportunidade para a exposição de trabalhos científicos e práticos desenvolvidos durante a graduação, além de promover o intercâmbio de conhecimentos com futuros colegas de profissão e pesquisadores de diversas universidades da região.

Para os estudantes da Rural, participar de congressos nacionais também é uma forma de fortalecer a autoestima e a realização pessoal, especialmente diante da falta de estrutura em comparação com outras universidades — uma realidade comum nas instituições públicas. Para o estudante do 5º período Alan Sena, que participou do congresso pela terceira vez, “ajuda muito participar desses eventos e enviar nossas produções. É muito relevante para criar essa confiança na gente. Mostrar que podemos ir para outros lugares com nossos trabalhos, com produções feitas numa universidade da Baixada, que não tem estúdio, que não tem prédio próprio. Acho que essa é a principal importância”, ressaltou.

O sentimento é compartilhado pela aluna do 7º período Maria Clara Araújo, que apresentou, nesta edição, o produto audiovisual “Musicart”. Para ela, “mesmo a gente não tendo ganhado, ser finalista da Expocom já é um prestígio muito grande. Essas várias indicações reafirmam nossa presença e mostram que estamos trabalhando com excelência, mesmo sem, às vezes, sermos reconhecidos”.

Os veteranos e já próximos da conclusão do curso, Lorena Lourenço e José Davi, levam das participações no Expocom a sensação de capacidade e o incentivo ao aperfeiçoamento profissional. “Eu apresentei trabalhos em três categorias diferentes, mas foi especialmente marcante para mim levar ao GT Estéticas, Políticas do Corpo e Interseccionalidades uma produção de análise cultural. Naquele dia, senti que estava revolucionando, porque era um GT com trabalhos muito complexos, dominado por mulheres e sobre mulheres. Foi tudo muito bonito e muito transformador para mim”, comentou Lorena.

Para José, as participações no Intercom serviram para “mostrar o quanto somos qualificados como estudantes da nossa universidade. Estar entre os cinco melhores trabalhos da região Sudeste não é pouca coisa. Isso motiva a gente a produzir cada vez melhor, a se qualificar mais e até a melhorar como jornalista, porque ser finalista gera ânimo e vontade de evoluir profissionalmente”, completou.

 

Texto de Bruno Felix

Postado em 03/06/2026 - 21:52

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