A criação do curso de Química ocorreu em 1º de março de 1969, a partir da Deliberação nº 05 de 13 de agosto de 1968 do Conselho Universitário da UFRRJ (CONSU), sendo emitido parecer favorável em 1º de setembro de 1977 do antigo Conselho Federal de Educação (CFE), hoje Conselho Nacional de Educação (CNE), em seu nº 2.279, que originou o Decreto Federal do Ministério da Educação (MEC) nº 80.690 de 09 de novembro de 1977, criando o curso de Ciências em Química.
Sua criação ocorreu em 1968 (Parecer 2279/68/CFE) e foi seguida por uma transformação em Curso de Licenciatura em Ciências contemplando as habilitações mais abrangentes, tais como, Química, Física, Matemática e Biologia (Decreto 80690/77/CFE). Na década de 80, uma reestruturação foi executada e assim permitiu a criação dos Cursos de Graduação em Biologia, Física, Matemática e Química, na forma de modalidades (Deliberação 10/86/CONSU); sendo que o curso de Química foi criada em 1987 somente com a modalidade de Licenciatura e com o oferecimento de 30 vagas no 1º semestre de cada ano.
Ao longo dos anos muitas alterações foram realizadas na matriz curricular do curso; desde as reformas suscitadas a partir da Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, até as mudanças provocadas pelas Resoluções CNE/CP nº 1 de 18/02/2002 (institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de Licenciatura, de graduação plena), CNE/CP nº 2 de 19/02/2002 (institui a duração e a carga horária dos cursos de Licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior) e CNE/CES nº 8 de 11/03/2002 (estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Química) com fundamento nos pareceres CNE/CP 9/2001 e CNE/CP 1.303/2001.
Alguns pontos importantes destas resoluções foram o exercício de atividades de enriquecimento cultural, o acolhimento e o trato da diversidade e o aprimoramento em práticas investigativas incluídos na organização curricular das Instituições como formas de orientação inerentes à formação para a atividade docente. Além disso, ficaria estabelecida a carga horária mínima de 2.800 horas para os cursos de Licenciatura, contemplando 400h de prática como componente curricular, vivenciadas ao longo do curso; 400h de estágio curricular supervisionado a partir do início da segunda metade do curso; 1800h para os conteúdos curriculares de natureza científico-cultural; e 200h para outras formas de atividades acadêmico-científico-culturais. Portanto, no ano de 2006 a grade curricular do curso de Química (integral e noturno), na modalidade Licenciatura, foi reformulada e homologada pela Deliberação nº 138 de 11 de dezembro de 2008 do CEPE/UFRRJ com o objetivo de atender a todas essas legislações em vigor.
No entanto, outras alterações mais recentes fizeram com que novamente houvesse uma reformulação da matriz curricular; com a introdução de temas que versam sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações ÉtnicoRaciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Resolução CNE/CPnº 01 de 17 de junho de 2004), o ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras (Deliberação nº 11 de 11 de fevereiro de 2009 CEPE/UFRRJ) e a discussão de conteúdos relacionados aos fundamentos da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa e de faixa geracional; educação especial, e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas (Resolução CNE/CP nº 2 de 1º de julho de 2015).
O currículo do curso de Química desde a sua criação permaneceu até 1993 operando apenas com a modalidade Licenciatura, quando passou por uma reforma para atender a modalidade Industrial, oferecida a partir de 1994. Na 121ª Reunião Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFRRJ realizada em 6 de outubro de 1994 foi apreciada e aprovada a criação da modalidade Industrial para o curso de Química (Deliberação nº 60 de 06 de outubro de 1994). A modalidade de Química Industrial foi pensada, elaborada e criada com a intenção imediata de intervir na melhoria da qualidade de vida da população da região da baixada fluminense, abrangendo os municípios de Seropédica, Itaguaí, Paracambi, Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Queimados, Belford Roxo, entre outros; além de grandes bairros pertencentes à cidade do Rio de Janeiro, como Bangu, Santa Cruz e Campo Grande. Nessas regiões concentram-se grandes indústrias da área química, caracterizadas como indústrias alimentícia, petroquímica, farmacêutica, de bens de consumo, de construção, etc; que demandam mão-de-obra especializada dando suporte à criação de um curso voltado à Química Industrial.
Com a introdução dessa nova modalidade, a estrutura curricular básica foi mantida, contemplando as disciplinas fundamentais de Química (química geral e inorgânica, química orgânica, físico-química, química analítica e bioquímica; bem como disciplinas básicas de matemática e física, oferecidas, respectivamente, pelos Departamentos de Matemática e Física, pertencentes ao Instituto de Ciências Exatas) com pequenas alterações na parte comum com a introdução de novas disciplinas de formação geral. Na formação profissional foram introduzidos conteúdos específicos do campo da Química Industrial, com a introdução de disciplinas ofertadas pelos Departamentos de Engenharia Química, de Tecnologia de Alimentos, de Ciências Jurídicas e de Ciências Econômicas. Também foi criado como trabalho individual de graduação o estágio supervisionado em Indústrias Químicas, como forma de complementação curricular. Finalmente, para atender o perfil do profissional desejado, foram criadas disciplinas que contemplassem o conhecimento das técnicas analíticas contemporâneas – uma das sugestões das empresas que foram consultadas para traçar o perfil deste profissional. As sugestões das empresas foram feitas através de consulta à comunidade empresarial, via questionários na forma de cartas-resposta, solicitando informações quanto à formação contemporânea do Químico Industrial que se adequasse à região.
A partir do ano 2000, as duas modalidades do curso de Química também passaram a ser oferecidas no período noturno, como extensão do período diurno/integral; de modo a atender a demanda de uma parte da sociedade impedida de frequentar aulas em tempo integral, bem como para aumentar o número de vagas oferecidas dentro do projeto político governamental. Porém, devido ao curto período (18:00h-22:00h) para o oferecimento das mesmas disciplinas presentes no curso com horário integral (08:00h-17:00h); as modalidades ofertadas à noite passaram de 4 para 5 anos seus prazos mínimos para a conclusão dos cursos.
A UFRRJ, bem como outras Universidades, viveu nesses últimos anos um grande processo de expansão. E isto ocorreu não somente com a criação de novos cursos, mas com a entrada de profissionais de áreas de conhecimento específicas até então carentes na Instituição. Isto colaborou para que discussões sobre a reformulação dos cursos e sua adequação e modernização suscitassem alterações tanto no perfil do curso, e consequentemente dos seus egressos; como também em mudanças relacionadas às demandas do mercado de trabalho; ligadas às questões sociais, econômicas, ambientais, educacionais e humanas.Aliado a essas discussões, os alunos ingressantes nas Universidades também mudaram seu perfil; responsabilizando a Universidade a uma formação acadêmico-científico-cultural diferenciada em termos de leis e deliberações promulgadas, criando projetos de inclusão e permanência desses estudantes na Universidade. Portanto, fez-se premente a discussão sobre a formação dos alunos de Química, tanto para a Licenciatura quanto para a modalidade Industrial.
Para informações mais detalhadas sobre as novas matrizes curriculares de ambos cursos, consultar o Projeto Político Pedagógico (PPC) dos Cursos de Química.
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