Um pouco de história
A SuperVia Concessionária de Transportes Ferroviários S./A, assumiu a operação em 1º de novembro de 1998, numa malha ferroviária que ligava 11 municípios da Região Metropolitana do Rio. Neste momento, o contrato era pelo prazo de 25 anos. Ao longo dos anos, foram promessas de melhorias, mas também acúmulo de problemas, tirando dos trilhos um serviço que já atendeu 600 mil pessoas diariamente.
Em novembro de 2010, a Odebrecht TransPort assumiu o controle acionário da SuperVia, com aquisição de 60% de concessionária. A Mitsui, tranding japonesa que controla a GUMI — Guarana Urban Mobility Incorporated — assumiu a outra parcela.
Ainda em novembro de 2010, o então governador Sérgio Cabral renovou o contrato de concessão por mais 25 anos. Com isso, a SuperVia poderia explorar a malha urbana ferroviária do Rio até 2048. Uma cláusula contratual permitia que a renovação a qualquer momento, sem concorrência, desde que a empresa apresentasse um plano de investimentos até 18 meses antes do fim do compromisso.
Em fevereiro de 2014, a Justiça do Rio de Janeiro multou a SuperVia em R$ 240 mil por descumprimento de ordem judicial que determinava a adoção de medidas para impedir a abertura indevida das portas dos trens em circulação.
Em 2016, para que a cidade do Rio recebesse a Copa do Mundo, estações foram reformadas para que pudessem comportar o aumento no fluxo de passageiros e ligar a cidade a pontos estratégicos.
Em 2018 a empresa foi multada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro pela precariedade de seus serviços.
Em 28 maio de 2019, a GUMI — Guarana Urban Mobility Incorporated — assumiu o controle acionário da SuperVia, detendo quase 90% do controle. A empresa é subsidiária controlada pela tranding japonesa Mitsui.
Em 2021, a SuperVia viu o número de passageiros despencar, com a redução no deslocamento devido às restrições e às quarentenas em decorrência da pandemia de Covid-19. Com capacidade de 1,2 milhão diários, antes das restrições sanitárias transportava 600 mil passageiros por dia e hoje não ultrapassa 350 mil passageiros por dia.
Em junho de 2021, a concessionária entrou com pedido de recuperação judicial hoje ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) após alcançar R$ 1,2 bilhão em dívidas.
Um dos casos mais recentes de descumprimento de melhorias acordadas foi o da extensão Saracuruna-Guapimirim. A concessionária foi multada, em abril de 2022, acusada de descumprir a fase 1 do plano de investimentos firmado em 2010. Entre as melhorias previstas estavam substituição de dormentes e trilhos, fixação e correção geométrica e revitalização do material rodante dos trens. A multa aplicada pela Agetransp foi no valor de R$ 391.542,86.
Fonte: https://aenfer.com.br/2023/04/29/historico-da-privatizacao-dos-trens-no-rj/
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