Origem e Missão

O caminho para o primeiro curso público de Arquitetura e Urbanismo da região da Baixada Fluminense começou em 1975, com a fundação do Departamento de Desenho e Construções. Então um desmembramento do Departamento de Engenharia Rural, DDC foi a unidade do Instituto de Tecnologia responsável pelo ensino de disciplinas de Desenho e Construções Rurais para os muitos cursos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Com o passar do tempo, conforme a UFRuralRJ deixou de ser uma instituição quase exclusivamente ligada ao universo dos cursos rurais para se firmar como uma universidade que abrange todas as grandes áreas de conhecimento, professores do DDC começaram a sonhar com a criação de um curso próprio.

A oportunidade finalmente surgiu no ano 2000, quando a Reitoria (então sob administração do Reitor Professor José Antônio de Souza Veiga) incentivou a expansão e a abertura de novos cursos na UFRuralRJ, amparada pela política educacional nacional então vigente (Governo Fernando Henrique Cardoso) e que foi levada adiante nas gestões posteriores (Governo Luiz Inácio Lula da Silva).

Construído por professores Arquitetos e Urbanistas do DDC, o projeto de criação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRRJ tinha como meta principal a descentralizar o ensino de arquitetura da capital do Estado e levar a oportunidade de acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade no campo da Arquitetura e do Urbanismo aos moradores da Baixada Fluminense e Região Sul Fluminense de maneira geral. Havendo consenso entre os professores sobre a relevância fundamental da arquitetura para a qualidade de vida, a cultura e o patrimônio civilizacional coletivo, a finalidade maior da proposta era contribuir para impulsionar o desenvolvimento dessas regiões.

Extinto o DDC e fundado o novo Departamento de Arquitetura e Urbanismo, deu-se a criação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRuralRJ através das Deliberações CEPE nº 074, de 21 de junho de 2000 e CONSU nº 09, de 28 de julho de 2000. O reconhecimento provisório pelo MEC veio em 2004, através da Portaria nº 3.799, publicada na Seção 1 do DOU nº 221 de 18 de novembro de 2004 e, mais recentemente, a renovação do reconhecimento se deu através da Portaria do MEC nº 533, publicada na Seção 1 do DOU nº 91 de 14 de maio de 2010.

A resposta da sociedade à proposta da UFRRJ foi imediata e se confirmou logo no primeiro concurso vestibular realizado em 2000, quando, na época, foram disponibilizadas vinte vagas para ingresso no Curso de Arquitetura e Urbanismo, inscrevendo-se aproximadamente trezentos e vinte candidatos, correspondendo a uma relação de dezesseis candidatos inscritos para uma vaga. Diante dos resultados positivos obtidos no primeiro concurso vestibular e, devido ao grande sucesso do Curso já no seu primeiro ano de funcionamento, a Administração Superior da UFRRJ resolveu ampliar o número de vagas ofertadas nos vestibulares de 2002, para vinte e cinco vagas anuais e, em 2003, para trinta vagas por ano, mantendo respectivamente uma relação média de doze candidatos para uma vaga. Em 2007, essa relação subiu para dezoito candidatos para uma vaga, confirmando claramente a grande aceitação do Curso pelos candidatos ao concurso vestibular.

Com os sucessivos resultados satisfatórios no vestibular e a repercussão positiva do Curso no cenário do ensino de Arquitetura e Urbanismo do Estado do Rio de Janeiro, a Administração Superior da UFRRJ (agora sob a administração do Reitor Professor Ricardo Motta Miranda) considerou em 2008 expandir o Curso de Arquitetura e Urbanismo para dois ingressos anuais, ofertando vinte e cinco vagas por semestre a partir de 2009. O Curso passaria a ser uma das prioridades do Programa de Reestruturação e Expansão da UFRRJ – Programa REUNI. A proposta foi acatada pelo Colegiado do Curso de Arquitetura e Urbanismo, que vislumbrou a possibilidade de consolidar definitivamente o curso e o corpo docente.

Expandido em seu número de alunos e professores a partir do REUNI, o Curso de Arquitetura e Urbanismo consolidou um corpo docente sólido e ramificou suas conexões multidisciplinares com atividades variadas de pesquisa, extensão e pós-graduação. Com conceito 4 na avaliação do último ENADE (2014), ele permanece continuadamente sendo um dos cursos mais procurados da UFRuralRJ.

 

MISSÃO: O ARQUITETO “RURALINO”

Um curso de Arquitetura e Urbanismo deve capacitar seus alunos para atuarem nas mais diferentes situações. Cada projeto é um novo aprendizado, e o egresso da graduação deve estar não apenas munido do instrumental básico para o exercício da profissão, mas também estar criticamente capacitado a continuar crescendo, questionando e aprendendo com diferentes situações.

Isso dito, também é verdade que, dentre todas as profissões, a arquitetura deve possuir uma especial sensibilidade para com a especificidade do lugar, o aqui-e-agora do espaço físico e do território humano. Se em nossa contemporaneidade os laços de pertencimento com o espaço físico tendem a ser progressivamente atenuados pelo trânsito constante e o império das imagens e objetos de consumo, ao arquiteto cabe sempre ressaltar a importância técnica, cultural e política da proximidade, das relações espaciais e territoriais, da qualidade do espaço construído.

Como ser um arquiteto é estar a todo momento inquirindo o espaço onde se está, é pedagogicamente salutar partir da realidade cotidiana dos próprios alunos. Nosso Curso de Arquitetura e Urbanismo, por sua vez, se desenrola no Campus Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no município de Seropédica. Um dos maiores campi da América Latina, a UFRRJ possui a realidade territorial bem específica de se encontrar nos limites da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com todas as questões, impasses e potenciais que caracterizam esta última.

Com tal peculiaridade, o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRRJ procura abordar e enfatizar questões urbanas e arquitetônicas relativas às cidades da Região metropolitana e às áreas periféricas do Rio de Janeiro, sobretudo nas franjas da expansão urbana sobre as zonas rurais. Estas incluem o déficit habitacional; a necessidade de equipamentos públicos ou de uso público de qualidade (especialmente nas áreas da educação, da saúde, do lazer e cultura); a distância entre trabalho e moradia; a carência de infraestrutura urbana e espaços públicos; a falta de zoneamento, planejamento e regulamentação do território; o desconhecimento para com o patrimônio construído; e o avanço predatório e desconsiderado da urbanização sobre o meio ambiente. Tais questões tão diversas, por sua vez, estão longe de ser exclusivas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sendo bem recorrentes ao longo do Brasil.

Ao enraizar-se na realidade imediata (sem nunca deixar de lado o contato com diferentes referências arquitetônicas e realidades urbanas, obviamente) busca-se formar o arquiteto urbanista “ruralino” como um solucionador de problemas: um profissional capaz de diagnosticar e se posicionar diante de diferentes demandas cotidianas da sociedade — sejam institucionais, sociais ou de mercado — e munido de uma sólida capacitação técnica para responder a eles.

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