Qualificação: Padronização de Bioensaios para Avaliação de Eficácia de Inseticidas sobre Larvas de Cochliomyia hominivorax (Diptera, Calliphoridae)
DATA : 28/10/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Prof. Laerte Grisi – LQEPV (Bloco G do Anexo I do IV)
TÍTULO: Padronização de Bioensaios para Avaliação de Eficácia de Inseticidas sobre Larvas de Cochliomyia hominivorax (Diptera, Calliphoridae)
PALAVRAS-CHAVES: Controle; Cochliomyia hominivorax; teste in vitro; larvicida.
PÁGINAS: 93
RESUMO: Cochliomyia hominivorax é o principal agente causador de miíase na América Latina. Embora exista atualmente uma ampla gama de fármacos disponíveis para o controle de seus estágios infectantes, há relatos de redução da eficácia de alguns desses compostos. A forma de aplicação pode influenciar na eficácia da droga, o que evidencia a necessidade de protocolos padronizados de testes in vitro que simulem, da forma mais realista possível, as condições de aplicação em campo. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes metodologias de bioensaios in vitro frente às larvas de terceiro instar de C. hominivorax. Dois princípios ativos, clorpirifós e fipronil, foram testados por meio de quatro metodologias: atividade por contato com o papel filtro impregnado com diferentes concentrações dos ectoparasiticidas e a partir da imersão larval por 1, 3 e 5 minutos de soluções contendo diferentes concentrações dos mesmos ectoparasiticidas. Nos testes de impregnação, nove concentrações de cada ativo (1000 – 1 µg/mL para o clorpirifós e 5000 – 1 µg/mL para o fipronil) foram aplicadas em discos de papel filtro, juntamente com um controle com água destilada e um placebo composto apenas pelos diluentes. Após a secagem, os discos foram colocados em placas de Petri e sobre cada um foram adicionadas dez larvas de terceiro instar (L3) de C. hominivorax. Nos ensaios de imersão, grupos de dez larvas foram submersos em soluções contendo nove concentrações diferentes, além de grupos controle e placebo, com as mesmas concentrações utilizadas nos testes de impregnação. Todos os testes foram realizados em sextuplicata. Após os tratamentos, os ensaios foram incubados a 28°C e 70% de umidade relativa. Os efeitos larvicidas foram avaliados 24, 48 e 72 horas após a exposição, e a inibição da emergência foi avaliada após dez dias após a incubação. As concentrações letais estimadas (CL₅₀) foram calculadas utilizando o programa computacional RStudio, e os dados de mortalidade foram comparados estatisticamente por meio do teste de Kruskall-Wallis e do teste de comparações múltiplas de Dunn. As CL₅₀ para o clorpirifós em 72 horas foram de 280, 1863, 663,6 e 830,9 µg/mL para os testes de impregnação, imersão por 1, 3 e 5 minutos, respectivamente. Para o fipronil, os valores correspondentes foram de 18; 4,5; 1,6 e 3,0 µg/mL, no mesmo período de tempo. Quanto à inibição da emergência, as CL₅₀ para clorpirifós foram de 57,8; 637; 135,6 e 142,5 µg/mL; e para fipronil, de 7,1; 1,0; 1,2 e 1,2 µg/mL, respectivamente, nas mesmas metodologias. Os resultados demonstram que a eficácia dos compostos inseticidas varia significativamente de acordo com a metodologia in vitro utilizada.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente – THAIS RIBEIRO CORREIA AZEVEDO
Interna – BARBARA RAUTA DE AVELAR – UFRRJ
Interna – CLAUDIA BEZERRA DA SILVA
Interno – FABIO BARBOUR SCOTT
Interna – GABRIELA FERREIRA DE OLIVEIRA