Qualificação: EFEITO ACARICIDA DE Metarhizium pingshaense ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE Mentha piperita, MENTOL e MENTONA SOBRE Psoroptes ovis e Dermanyssus gallinae
DISCENTE : ADRIANI DA SILVA CARNEIRO LOPES
DATA : 28/05/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Ambiente remoto – Google meet
PALAVRAS-CHAVES:
ácaros, controle biológico, hortelã-pimenta, fungos entomopatogênicos.
PÁGINAS: 79
RESUMO: O ácaro Psoroptes ovis é conhecido popularmente como ácaro da sarna psoróptica, ácaro das ovelhas, ácaro da sarna auricular em coelhos, entre outros, trata-se de um ácaro Astigmata, não escavador e que ocasiona quadros de infestação em animais de produção, comumente. Indivíduos infestados com este ectoparasito tendem a sofrer com prurido intenso, formações de crostas na região afetada, alopecia e há a possibilidade de ocorrência de infecções secundárias ao quadro parasitário. Na atualidade o controle desses ectoparasitos é realizado com diferentes acaricidas sintéticos, das mais variadas classes, como: piretróides, organofosforados, lactonas macrocíclicas, dentre outros. Entretanto, o uso indiscriminado desses agentes vem ocasionando quadro de resistência a algumas classes de acaricidas sintéticos. A partir disso, estudos a respeito de alternativas de controle são realizados, incluindo o uso de fungos entomopatogênicos e óleo essenciais para viabilizar o controle desses ectoparasitos, haja visto que a literatura cita a eficácia desses agentes biológicos de controle para outros artrópodes de importância médico veterinária. Nessa perspectiva, o presente estudo objetivou avaliar a eficácia de um isolado nativo de Metarhizium pingshaense associado ao óleo essencial de Mentha piperita e os compostos isolados Mentol e Mentona para controlar o ácaro P. ovis. Para os testes, ácaros foram coletados de crostas obtidas do conduto auditivo de coelhos (Oryctolagus cuniculus) naturalmente infestados e levados ao laboratório para ensaios in vitro. Inicialmente um teste de compatibilidade foi realizado entre o isolado fúngico e o óleo essencial em distintas concentrações e foi evidenciado que há compatibilidade entre eles, permitindo que ensaios in vitrode mortalidade com a associação fungo + óleo fossem realizados. A posteriori os testes in vitro foram realizados com grupos tratados apenas com fungo em diferentes concentrações e em associação com o óleo essencial de M. piperita, Mentol ou Mentona na concentração de 0,01 mg/mL, além de um grupo controle e se observou que grupos tratados apenas com o fungo na concentração de 1 × 108 conídios/mL de forma isolada ou em associação com o óleo essencial, o mentol ou a mentona após 48h de tratamento não diferiram estatisticamente entre si, e todos levaram os ácaros a uma mortalidade de mais de 90% dos ácaros. Após 96h de tratamento observou-se que os grupos óleo essencial, mentol e mentona, isolados e os associados com o fungo na concentração 1 × 107 conídios/mL também causaram mortalidade em mais de 90% dos ácaros, se equivalendo estatisticamente aos grupos mencionados em 48h. Além disso, foi realizada uma análise de microscopia eletrônica com ácaros após 24h e 48h de tratamento, para todos os grupos utilizados nos ensaios biológicos, foi percebido grande desenvolvimento de micélio fúngico nos grupos tratados com o isolado de M. pingshaense, de forma isolada ou em associação, mas não foram observadas alterações morfológicas significativas nos grupos tratados com as associações que continham fungo com óleo essencial ou composto isolado. Além disso, não foi percebida a ocorrência de penetração fúngica, sugerindo-se que o mecanismo de ação parta a mortalidade dos ácaros é um efeito mecânico que leva a asfixia. Logo, os resultados demonstrados reforçam a necessidade de mais estudos relacionados ao mecanismo de ação dos fungos entomopatogênicos e óleos essenciais para o controle de P. ovis, assim poderemos compreender as formas eficientes de controle biológicos para ácaros.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente – PATRICIA SILVA GOLO
Interna – KATIA MARIA FAMADAS
Externa à Instituição – MARIANA GUEDES CAMARGO – UFRRJ
Externa à Instituição – SIMONE PATRICIA CARNEIRO DE FREITAS