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Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias

Campus Seropédica - UFRRJ

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Qualificação: Desenvolvimento de diferentes métodos de controle de Aedes aegypti in vitro e em semicampo utilizando o isolado entomopatogênico Metarhizium anisopliae CG 153

Postado em 22 de outubro de 2025

DISCENTE : HAIKA VICTÓRIA SALES MOREIRA
DATA : 28/10/2025
HORA: 13:30
LOCAL: Videoconferência
PALAVRAS-CHAVES: Fungos entomopatogênicos, Aedes aegypti, óleo de coco, CMC, HPMCPÁGINAS: 51
RESUMO:

Devido aos surtos de arboviroses, novas estratégias de controle de Aedes aegypti são cruciais. Fungos entomopatogênicos têm sido formulados com outros compostos para melhorar sua virulência contra insetos, como o óleo de coco e biopolímeros, para garantir estabilidade, virulência e praticidade de aplicação. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito de formulações desenvolvidas a base de Metarhizium anisopliae CG 153 contra larvas de A. aegypti in vitro e em semicampo. Inicialmente foi realizada a compatibilidade do fungo com o óleo de coco e os polímeros carboximetilcelulose (CMC) e hidropropilmetilcelulose (HPMC) pela contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) e crescimento radial das colônias. Posteriormente, foi realizada a caracterização físico-química dos biofilmes de CMC e HPMC por testes de conformação e Microscopia Eletrônica de Varredura. Para os bioensaios in vitro com óleo de coco foram utilizadas as concentrações 0,01%, 0,03%, 0,1%, 0,5%, 1% e 1,5%. A seguir, suspensões fúngicas a 1×106 e 1×107conídios/mL foram associadas ao óleo de coco em 0,1%, 0,5% e 1% (N=30) e em condições de semicampo (106conídios/mL associado ao óleo de coco a 0,1% (N=60). O óleo de coco em 0,1% (P=0,0067) e 1% (P<0,0001) aumentou o número de UFC em comparação ao controle. Larvas expostas ao óleo a 1,5% (χ2=171,4, P<0,0001) e 1% (χ2=79,13, P<0,0001) apresentaram as maiores reduções na sobrevivência. Todas as concentrações de fungo in vitro, 1×106 e 1×107conídios/mL, associadas ou não ao óleo de coco em 0,1%, 0,5% e 1%, reduziram a sobrevivência das larvas mais do que o grupo controle (χ2=371,5, GL=8, P<0,0001). As associações de 1×106conídios/mL com o óleo reduziram significativamente a sobrevivência das larvas em comparação com 1×106conídios/mL isolado (χ2=79,26, GL= 3, P<0,0001). M. anisopliae CG 153 associada ou não ao óleo de coco reduziu a sobrevivência de larvas em semicampo (χ2=384, gl= 2, P<0.0001). Análises físico-quimicas revelaram bioprodutos com faixas de pH em torno de 7, esverdeados devido a presença do isolado fúngico e transparentes em sua ausência, diâmetros aproximados de 5 cm, espessuras de 0,01mm e pesos médios de 0,4g, além de redução significativa do grau de intumescimento dos biofilmes de HPMC associados ao fungo. À microscopia foram visualizados conídios íntegros na superfície dos biofilmes. Os biofilmes de CMC e HPMC foram testados sobre larvas de A. aegypti (N=60) em condições in vitro e semicampo. O biofilme de HPMC se mostrou compatível com M. anisopliae CG 153 (P=0,3696), enquanto o biofilme de CMC se mostrou incompatível (P<0,0001) em relação à contagem de UFC. Também houve uma pequena diferença ao fim dos 14 dias de avaliação no crescimento radial das colônias do grupo HPMC, (P=0,0104) e (P=0,0062), e CMC, (P=0,0338) e (P=0,0338), respectivamente, em comparação ao grupo controle. Os biofilmes de CMC apresentaram atividade larvicida (χ2=665,4, gl=3, P=0,1110), assim como os de HPMC (χ2=501,1, gl= 3, P<0,0001) e o tempo médio de sobrevivência (S50) das larvas tratadas com os biofilmes controle de CMC, CMC com CG 153, de HPMC e HPMC com CG 153 foi 4, 3, 1 e 1 dia, respectivamente. Por outro lado, não foi possível determinar o S50 do grupo controle. Em condições de semicampo todos os biofilmes apresentaram atividade larvicida em comparação ao grupo controle (χ2=700,4, gl=5, P<0,0001), no entanto, o biofilme de HPMC com M. anisopliae CG 153 reduziu a sobrevivência das larvas ao mesmo tempo que CMC controle e CMC com CG 153 para 1 dia. Nossos resultados comprovam que as formulações são adjuvantes promissores para viabilizar o uso de fungos entomopatogênicos.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente – ISABELE DA COSTA ANGELO
Interna – PATRICIA SILVA GOLO
Interna – YARA PELUSO CID
Externo à Instituição – GABRIEL MOURA MASCARIN

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