EFEITO ACARICIDA DE Metarhizium pingshaense ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE Mentha piperita, MENTOL e MENTONA SOBRE Psoroptes ovis e Dermanyssus gallinae
DATA : 12/09/2025
HORA: 08:30
LOCAL: Sala 14 do DPA/Anexo 1 IV/IFRRJ
TÍTULO:EFEITO ACARICIDA DE Metarhizium pingshaense ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE Mentha piperita, MENTOL e MENTONA SOBRE Psoroptes ovis e Dermanyssus gallinae
PALAVRAS-CHAVES:ácaros, controle biológico, hortelã-pimenta, fungos entomopatogênicos.
PÁGINAS: 94
RESUMO:
O ácaro Psoroptes ovis é conhecido popularmente como ácaro da sarna psoróptica, ácaro das ovelhas, ácaro da sarna auricular em coelhos, entre outros, trata-se de um ácaro Astigmata, não escavador e que ocasiona quadros de infestação em animais de produção, comumente. Indivíduos infestados com este ectoparasito tendem a sofrer com prurido intenso, formações de crostas na região afetada, alopecia e há a possibilidade de ocorrência de infecções secundárias ao quadro parasitário. Enquanto, Dermanyssus gallinae conhecido popularmente como vermelhinho, piolhinho, entre outros, é um ácaro Mesostigmata, de hábito nidícola e ampla distribuição mundial, responsável por quadros de infestação em aves, principalmente galinhas de postura. Na atualidade o controle desses ectoparasitos é realizado com diferentes acaricidas sintéticos, das mais variadas classes, como: piretróides, organofosforados, lactonas macrocíclicas, dentre outros. Entretanto, o uso indiscriminado desses agentes vem ocasionando quadro de resistência a algumas classes de acaricidas sintéticos. A partir disso, estudos a respeito de alternativas de controle são realizados, incluindo o uso de fungos entomopatogênicos e óleo essenciais para viabilizar o controle desses ectoparasitos. Nessa perspectiva, o presente estudo objetivou avaliar a eficácia de um isolado nativo de Metarhizium pingshaense associado ao óleo essencial de Mentha piperita e os compostos isolados Mentol e Mentona para controlar os ácaros P. ovis e D. gallinae. Inicialmente um teste de compatibilidade foi realizado entre o isolado fúngico e o óleo essencial em distintas concentrações e foi evidenciado que há compatibilidade entre eles, permitindo que ensaios in vitro de mortalidade com a associação fungo + óleo fossem realizados. Individualmente, o óleo essencial de M. piperita, mentol, mentona (a 0,01 mg/mL) e o fungo exibiram potencial acaricida significativo, sobre os ácaros reduzindo a sobrevivência dos mesmos. Em P. ovis dois dias após o tratamento, as taxas de mortalidade variaram de 21,67% a 100%. No quarto dia, os grupos tratados com as menores concentrações fúngicas apresentaram taxas de mortalidade acima de 75%, diferindo significativamente do controle (40%). Enquanto que em D. gallinae após dois dias de tratamento, as taxas de mortalidade variaram de 51.3% a 64.63%. No quarto dia, mesmo os grupos tratados com as menores concentrações fúngicas apresentaram mortalidade superior a 71%. Ao avaliar as combinações, efeitos sinérgicos e antagônicos foram observados nos tratamentos de ambos os ácaros avaliados, dependendo da concentração fúngica e do pareamento específico. A análise de P. ovis por MEV revelou desenvolvimento micelial fúngico e alterações cuticulares nos ácaros tratados, consistentes com a penetração e atividade fúngica. No entanto, em D. gallinae o desenvolvimento micelial fúngico não pôde ser observado, em contrapartida uma diversidade de rachaduras no corpo dos ácaros e desprendimento das patas e estruturas do aparelho bucal. Esses achados reforçam o potencial da integração de fungos entomopatogênicos com compostos bioativos derivados de plantas como parte de estratégias sustentáveis de controle para ácaros de importância veterinária.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente – PATRICIA SILVA GOLO
Interna – ISABELE DA COSTA ANGELO
Interna – KATIA MARIA FAMADAS
Externa à Instituição – ELEN REGOZINO MUNIZ
Externa à Instituição – MARIANA GUEDES CAMARGO – UFRRJ
Externa à Instituição – EMILY MESQUITA DA SILVA
Externa à Instituição – SIMONE PATRICIA CARNEIRO DE FREITAS