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Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias

Campus Seropédica - UFRRJ

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Expressão diferencial de genes de vias imunológicas envolvidas na resposta de Rhipicephalus microplus (ACARI: IXODIDAE) à infecção por Theileria equi (PIROPLASMIDA: THEILERIDAE)

Postado em 10 de fevereiro de 2025

DISCENTE : CARLA ALVES RABELLO
DATA : 28/02/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Google Meet

PALAVRAS-CHAVES:
Piroplasmose equina, Rhipicephalus microplus, interação patógeno-vetor

PÁGINAS: 117

RESUMO:
Theileria equi é um protozoário intraeritrocítico causador da piroplasmose equina, uma doença que acomete equídeos e é responsável por gerar prejuízos à saúde e à economia do setor equestre mundialmente. No Brasil, Rhipicephalus microplus é a única espécie de carrapato com capacidade de atuar como vetor de T. equi em condições experimentais. Contudo, os mecanismos envolvidos nesta interface patógeno-vetor ainda não foram completamente esclarecidos. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a expressão diferencial de genes envolvidos no metabolismo redox e nas principais vias de sinalização imunológica de R. microplus em resposta à infecção por T. equi. Para isso, um equino portador crônico de T. equi (controle positivo) e um equino não infectado (controle negativo) foram infestados com larvas de R. microplus livres de patógenos. Após o período de fixação e repasto sanguíneo, larvas e ninfas inteiras foram coletadas e armazenadas individualmente, enquanto as fêmeas foram dissecadas e o intestino, ovário e glândula salivar de cada exemplar foi armazenado de forma individual. Em seguida, foi feita a extração do RNA e a síntese do cDNA de cada amostra, os quais foram submetidos ao ensaio de expressão gênica relativa através da qPCR. No primeiro capítulo, foram analisados genes relacionados ao metabolismo redox de R. microplus em resposta à infecção por T. equi. Assim,observou-se uma regulação positiva tanto de genes pró-oxidantes quanto de genes antioxidantes no intestino e na glândula salivar de fêmeas ingurgitadas infectadas por T. equi, com destaque para os genes que codificam para as enzimas dual oxidases (pró-oxidante) e catalase (antioxidante), sendo ambos mais expressos no grupo infectado. Na glândula salivar, porém, o gene que codifica para a enzima glutationa-s-transferase foi significativamente suprimido no grupo infectado, sugerindo que tal enzima pode ter papel fundamental na resposta antioxidante neste tecido. Nos estágios de larva e ninfa e no ovário de fêmeas ingurgitadas não foi observada uma resposta oxidativa significativa. No segundo capítulo, foram analisados genes envolvidos nas vias de sinalização imunológica Toll, IMD e JAK/STAT, além de genes que codificam para os peptídeos antimicrobianos microplusina, defensina e ixodidina. A infecção por T. equi estimulou a ativação das vias Toll e IMD no intestino e na glândula salivar de R. microplus, resultando em uma regulação positiva dos genes microplusina e defensina em ambos os tecidos. A via JAK/STAT, contudo, foi suprimida no intestino em resposta à infecção por T. equi, o que pode ter ocasionado a expressão diferencial não significativa do gene ixodidina observada neste tecido. Nos estágios de larva e ninfa e no ovário de fêmeas ingurgitadas não foi observada uma resposta significativa à infecção por T. equi através das vias analisadas. Os resultados obtidos neste estudo permitem elucidar os mecanismos moleculares envolvidos na interação entre T. equi e R. microplus, contribuindo para uma melhor compreensão acerca de como o carrapato responde à infecção pelo protozoário. Tais informações auxiliam na identificação de moléculas-chave com potencial para serem utilizadas no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e controle da piroplasmose equina no país.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente – HUARRISSON AZEVEDO SANTOS
Interna – BRUNA DE AZEVEDO BAETA
Interna – PATRICIA SILVA GOLO
Externo à Instituição – RODRIGO MACIEL DA COSTA GODINHO – UFRJ
Externo à Instituição – DANIEL DA SILVA GUEDES JUNIOR – FIOCRUZ

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