Perfil epidemiológico de gatos naturalmente infectados por Tritrichomonas foetus e Pentatrichomonas hominis em gatos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro
DISCENTE : JULIANA DE MORAES INTRIERI
DATA : 27/02/2025
HORA: 08:30
LOCAL: Banca híbrida – LQEPV/DPA/IV/UFRRJ + google meet
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: felinos, tricomoníase, parabasílideos, diarreia, prevalência
PÁGINAS: 82
RESUMO:
Os parabasalídeos são protozoários flagelados unicelulares anaeróbicos que, em sua maioria, são simbióticos intestinais não-patogênicos. Porém, em alguns casos, podem se apresentar como parasitos, causando prejuízos. Dentro deste grupo, temos as espécies Pentatrichomonas foetus e Tritrichomonas foetus, espécies relatadas como causas de diarreias crônicas em gatos domésticos. O presente estudo objetivou a determinar o perfil epidemiológico de gatos naturalmente infectados por T. foetus e P. hominis na região metropolitana do Rio de Janeiro. Para isso, foram coletadas 241 amostras fecais de gatos domésticos oriundos de diferentes localidades da região metropolitana do Rio de Janeiro. Para o diagnóstico destes protozoários as fezes foram coletadas e no momento da coleta, aproximadamente 0,5 g de fezes foram inoculadas em meios de cultura lactopep e posteriormente incubados a uma temperatura de 33ºC para verificar o crescimento de T. foetus e P. hominis. Além da cultura, 1 grama da amostra fecal foi preparado para extração do material genético e acondicionado à temperatura de -20ºC até o momento da extração. A extração do DNA foi realizada utilizando o kit comercial seguindo as recomendações do fabricante. A análise de biologia molecular foi realizada por meio da técnica de Nested PCR, no qual a primeira reação utilizou primers externos denominados “Penta ITS Ex e Foetus ITS Ex” e, após, submetido o produto da reação aos primers TRF1 e TRF2. Em seguida, foi submetido à digestão com a enzima de restrição Hha I, gerando fragmentos de 221 e 149pb para T. foetus e 205 e 133pb para P. hominis. Após, estas amostras foram sequenciadas para confirmação do diagnóstico, detectando 14 gatos considerados positivos para T. foetus, 5 para P. hominis e dois com uma coinfecção de ambos os parasitos. Dados referentes aos animais e ao manejo realizado pelos tutores foram registrados no momento da coleta das fezes para realizar o cálculo de associação estatística. Além disso, foram realizadas as técnicas coproparasitológicas de centrífugo flutuação simples, centrífugo flutuação em sulfato de zinco e o método de coloração de Ziel-Nielsen modificado. Com base nos resultados obtidos na PCR e nas técnicas coproparasitológicas foi determinada a prevalência geral e por parasito identificado. A associação estatística entre as variáveis analisadas e o parasitismo por T. foetus e P. hominis foi realizada a partir do teste de G. Não houve crescimento de nenhum parabasílideo no meio de cultura utilizado neste estudo. Após o processamento das amostras, a prevalência de infecção para pelo menos um parasito gastroentérico foi de 24,9% (n = 60). Já nas prevalências para os parabasílideos foi encontrada uma prevalência de 5,8% (n = 14) para T. foetus e 2,1% (n = 5) para P. hominis. Além desses, foi encontrado um gato positivo com um parabasílideo com 95% de similaridade genética para Simplicimonas. Dentre as variáveis avaliadas, foi encontrada significância estatística para animais que vivem em abrigos para T. foetus (p = 0.0462) e P. hominis (p = 0.0395), também ocorreu associação estatística para a coinfecção com outros parasitos gastroentéricos para P. hominis (p = 0,0487), somado a isso, todos os gatos positivos para T. foetus e P. hominis apresentaram diarreia. Com todos os animais identificados apresentando fezes pastosas para T. foetus (p < 0,0001) fezes variando de pastosas ou líquidas para P. hominis (p = 0,0109), sendo a diarreia crônica identificada nos 14 gatos positivos para T. foetus. Com base nos resultados deste estudo, é possível concluir que T. foetus e P. hominis são protozoários que ocorrem na população de gatos da região metropolitana do Rio de Janeiro e a diarreia parece ser um sinal clínico associado ao parasitismo.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente – FABIO BARBOUR SCOTT
Interno – DIEFREY RIBEIRO CAMPOS – UFRRJ
Interna – MELISSA CARVALHO MACHADO DO COUTO CHAMBARELLI
Interna – THAIS RIBEIRO CORREIA AZEVEDO
Externa à Instituição – ALINE SANTANA DA HORA – UFU
Externo à Instituição – ISABELLA VILHENA FREIRE MARTINS – UFES