Qualificação: Taxonomia integrativa aplicada à identificação de helmintos em morcegos Artibeus lituratus e Artibeus planirostris do Parque Estadual do Chandless, no município de Manoel Urbano, Estado do Acre.
DATA : 17/11/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Google meet
PALAVRAS-CHAVES: Amazônia; Chiroptera; helmintos
PÁGINAS: 35
RESUMO:
O bioma Amazônia abrange nove países da América do Sul, incluindo o Brasil, e apresenta a biodiversidade mais rica do planeta, com ampla variação genética entre as espécies. O Estado do Acre, inserido nesse bioma, abriga o Parque Estadual Chandless (PEC), uma área de elevada relevância para a conservação, localizada no arco do desmatamento. Essa região possui notável diversidade de morcegos, com estimativa de 64 espécies, sendo o gênero Artibeus o mais abundante e amplamente distribuído. Apesar disso, a fauna de helmintos associada a morcegos amazônicos permanece pouco conhecida.
Este trabalho teve como objetivo identificar as espécies de helmintos dos hospedeiros Artibeus lituratus e Artibeus planirostris, coletados em uma única expedição no PEC, município de Manoel Urbano, Acre, por meio da abordagem da taxonomia integrativa. Os objetivos específicos incluíram: identificar helmintos utilizando a taxonomia clássica como base; aplicar o sequenciamento genético como ferramenta complementar; disponibilizar os dados no GenBank para futuros estudos; e descrever resultados obtidos pela taxonomia integrativa ainda não revelados pela taxonomia clássica.
A captura dos morcegos ocorreu entre novembro e dezembro de 2019, com redes de neblina instaladas ao nível do solo, totalizando seis noites de coleta. Após a captura, os morcegos foram identificados, eutanasiados e examinados para a presença de helmintos no trato gastrointestinal e cavidades. Os cestódeos e nematóides foram processados para análises morfológicas (microscopia de luz, MEV e histologia) e moleculares (sequenciamento de fragmentos dos genes 18S rDNA e 28S rRNA).
As análises permitiram a identificação de duas novas espécies: Vampirolepis dalvae n. sp. (Cestoda: Hymenolepididae) e Cheiropteronema intermedia n. sp. (Nematoda: Molineidae). A disponibilização das sequências genéticas contribuiu para o esclarecimento de questões filogenéticas relacionadas a ambos os gêneros, reforçando a importância da taxonomia integrativa na caracterização da diversidade parasitária da Amazônia.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente- JOSE LUIS FERNANDO LUQUE ALEJOS
Externa à Instituição – ANA PAULA NASCIMENTO GOMES – UERJ
Externa à Instituição – BEATRIZ ELISE DE ANDRADE SILVA – UERJ